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alma boa de setsuan
been it
berghof
cartas nikitianas
esfera dos intocáveis
nas estrelinhas
o mundo anda complicado
palavras ao meio
pedra da cebola
prefixos
prolixa por amor à palavra
pulp
[31.8.08]
agosto de que o mês acabe: não há mais do que se chorar nos azulejos verdes do banheiro – só se escorre lentamente vermelho ralo, depois de se sangrar pela terceira vez em trinta dias... talvez: menos fins e mais começos! (ou: silêncios sinceros...).
"no fundo, não há otherness, apenas o agradável togetherness. é certo que isso já é alguma coisa..."
Kênia Freitas * 22:47
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[17.8.08]
im-
plo-
dia-me!
secamente desabrochando,
num não existir:
imóvel.
[13.8.08]
p.s.
inda penso nas horas horas horas discutidas inflamadas sobre realidades – minhas, suas, compartilhadas – num delírio dimaginar que tudo pode vir-a-ser: comunhão.
como isso descambava prum brincar de trocar palavras e roubar sentidos: cê corria, cedo ou tarde, pra se abrigar sob a aba dalguma autoridade qualquer; quanteu insistia em trapacear nos pronomes-conjunções – ou era o contrário?
lapsos: dálcool vomitado pelas peles na quasi-sauna do seu quarto – só agora reparo qu´as janelas tiveram sempre fechadas, deixando a sensação impregnada de cigarro, nas manhãs sem cheiros ou gostos.
taí: uma foto de vovô, em 48, e um trecho de bazin, dez anos depois – num me lembro mais quem era a favor ou do contra (mas continua sendo irrelevante, não?):
...a imagem pode ser nebulosa, deformada, descolorida, sem valor documental, mas ela provém por sua gênese da ontologia do modelo; ela é o modelo. daí o fascínio das fotografias de álbuns. essas sombras cinzentas ou sépias, fantasmagóricas, quase ilegíveis, já deixaram de ser tradicionais retratos de família para se tornarem inquietante presença de vidas paralisadas em suas durações, libertas de seus destinos, não pelo sortilégio da arte, mas em virtude de uma mecânica impassível; pois a fotografia não cria, como a arte, eternidade, ela embalsama o tempo, simplesmente o subtrai à sua própria corrupção...
Kênia Freitas * 19:39
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[10.8.08]
nota mental para fossas futuras:

[6.7.08]
naugusta dislexias dilerantes.
mais um trem contra bicicleta: bum!
ébrios devaneios verborrágicos:
e como termina mesmo a piada?
não fossem necessários dois malex
ou uma volta dos desencontros;
pra narquitetura dos ex-bordéis
ruminar chorume batistaca.
monologias compartilhadas em
meio beijo na mesa de larica
ao raiar das neblinas ressacadas.
nas prateleiras imaginárias,
dobram-se as pulsões, intensamente,
pela ceifadora dos desejos.
Kênia Freitas * 00:55
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[16.6.08]
curta-metragem
batucava com a tampa da caneta
lembrando das primeiras palavras,
pra ver se o ciclo se fechava
de alguma forma irônica
(ou, pelo menos, cruel):
banalidades. provocações.
constrangimentos. silêncios.
até um: ‘de onde você veio?’,
desconcertantemente fora de contexto.
depois de um parêntese nadaver.
foi a primeira vez que o escutou:
respondeu adolescentemente desprevenida.
– “ainda preciso fazer um filme
sobre rodoviárias inexistentes
anunciando o último ônibus de são paulo.
ou tirar uma foto que se pareça com você”.
rabiscou numa xerox,
e deixou o bilhete no canto.
pensou em escrever beijos,
mas já pareciam secos:
do lado de fora era meio dia
com poeira de carros té em casa.
às vezes, não parecia tão longe...
nessa não: queimava!
Kênia Freitas * 23:04
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[2.6.08]
devaneios...
a indiscernibilidade!
de agora em diante:
é preciso inverter a poesia
de cima pra baixo.
desabito-me e espero.
dissemos algo sobre.
ou eu imaginei assim:
devaneios...
ou eu imaginei assim:
dissemos algo sobre.
desabito-me e espero.
de cima pra baixo.
é preciso inverter a poesia
de agora em diante:
a indiscernibilidade!
Kênia Freitas * 21:37
Comentários:
[23.5.08]
virtualidades
(ou mais um post impostor para fingir que eu atualizo isso)
o problema de voltar a ter uma vida social é que o provento fica abandonado abandonado.
paciência!: blog num assiste filme e nem senta contigo no boteco para tomar cerveja...
Kênia Freitas * 19:45
Comentários:
[26.4.08]
[13.4.08]
o não-lugar dos exílios contemporâneos.
não pertencer a um presente e estar distante das origens.
a volta pelo sensível: re-in-corpo-rar.
depois do transe, qualquer futuro é possível.
Kênia Freitas * 20:35
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